“Quero ganhar o dobro do que ganhei como jogador” – Ricardo Costa

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Nasceu no seio de uma família de desportistas e de portistas – o tio paterno, José Moreira, é uma lenda do voleibol do FC Porto, o tio materno, José Magalhães, foi o treinador que devolveu a equipa de andebol aos títulos 31 anos depois. O sobrinho soube honrar a herança, escreveu a sua própria história e tornou-se um dos melhores e mais titulados andebolistas de sempre do clube: conquistou 14 troféus, sete consecutivos de campeão nacional, foi capitão e distinguido com o Dragão de Ouro em 2008/09. No final da época passada, aos 35 anos, terminou a carreira de jogador para abraçar a de treinador das equipas B e de juniores azuis e brancas.

“A minha referência no andebol é o Eduardo Filipe e na minha posição o Ricardo Costa, dois jogadores que sempre gostei de ver jogar. O Manuel Arezes, a quem eu sucedi como capitão do FC Porto, foi para mim um grande exemplo, como homem, jogador e portista.”

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“O mais marcante foi em 2013, no Dragão Caixa, em que nos sagrámos pentacampeões frente ao slb, em que marquei um golo, num livre de sete metros, já na parte final, que também me marcou. O jogo correu-me particularmente bem [foi o melhor marcador, com dez golos] e aconteceu a uma sexta. No sábado fomos campeões em hóquei em patins e no domingo em futebol, frente ao Paços de Ferreira, depois do célebre golo do Kelvin. Estive presente em todos esses momentos que nunca mais vou esquecer.”

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“Ljubomir Obradovic foi quem mais me marcou. Não só pelo homem, relação quase paternal que ainda hoje tem comigo, mas também pelo treinador que é. A forma de estar, a capacidade de análise do adversário, a capacidade de previsão, de olhar para o calendário e dizer que este vai ser o jogo fundamental… Para mim é o melhor treinador que alguma vez passou em Portugal.”

Este é um excerto da entrevista de Ricardo Moreira, da autoria de João Queiroz, publicada na edição de dezembro da revista Dragões.

*in FCPorto

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