Porto com exibição de gala, a que só faltaram mais golos

festejo_vs_rio_ave_211217 (2)

O FC Porto recebeu e venceu esta quinta-feira o Rio Ave (3-0), no Estádio do Dragão, em jogo em atraso da primeira jornada do grupo D da Taça da Liga. Soares (11m), Marega (21m) e Aboubakar, de grande penalidade (90m), apontaram os golos dos Dragões, que passam a dividir a liderança do agrupamento com o Leixões, ambos com quatro pontos, mas com vantagem para os azuis e brancos no goal average.

O verdadeiro amante de bom futebol tem de se render a este FC Porto, uma equipa insaciável no momento de procurar caminhos para a baliza contrária. Os primeiros 45 minutos frente aos vila-condenses foram um hino ao futebol de ataque, mas a pressão alta também tem de entrar nesta equação, até porque nasceu daí o primeiro golo da noite, assinado por Soares. Há muito mérito no remate do avançado brasileiro, mas a assistência de Herrera, de calcanhar, é indiscutivelmente o pormenor mais delicioso deste lance (11m).

Foi como que uma redenção de Soares, que logo aos dois minutos, servido por Marega, falhou o remate com a baliza escancarada. O rolo compressor do FC Porto não deu tréguas ao Rio Ave, que praticamente não existiu a nível ofensivo durante o primeiro tempo. Marega teve o golo nos pés em duas ocasiões (19m e 20m), mas à terceira foi de vez: Brahimi isolou o avançado maliano e este contornou Cássio antes de rematar para a baliza deserta (21m). Depois de 12 remates certeiros na Liga NOS, Marega estreou-se a marcar na Taça da Liga.

O intervalo chegou com 2-0 para o FC Porto, mas a diferença seria muito maior se os Dragões tivessem concretizado a mão-cheia de oportunidades flagrantes de que dispuseram. Nada que retire o brilho a uma primeira parte demolidora e empolgante, com nota artística (muito) elevada. O segundo tempo começou como acabou o primeiro, com o FC Porto a atacar. Apenas dois minutos após o reatamento, Soares falhou o 3-0 na cara de Rui Vieira, errando o alvo por centímetros (47m). Pouco depois, foram os vila-condenses a ameaçar, mas Yuri Ribeiro não conseguiu desfeitear Casillas (52m).

Na noite em que o Estádio do Dragão se despediu de 2017 a ultrapassar a barreira dos 600 mil espetadores esta época, o único aspeto negativo foi mesmo a expulsão de Danilo, por acumulação de amarelos. A bandeirola de canto pagou a frustração do médio portista, mas o excesso de zelo de Nuno Almeida e seus pares foi gritante e absolutamente desnecessário. Mesmo em inferioridade numérica, seria o FC Porto a mexer novamente com o marcador. Pelé viu o cartão vermelho direto por derrubar Aboubakar dentro da área e foi mesmo o avançado camaronês a cobrar o castigo máximo, atirando para o 22.º golo da conta pessoal em 2017/18 (90m).

O 9 portista já faturou em todas as competições e é o expoente máximo de uma equipa que não tira os olhos de todos os troféus que pode e quer conquistar. Azul e branco serão as cores predominantes no Natal e nem o inverno que hoje chegou tem argumentos para resistir à chama deste Dragão.

*in FCPorto

Comentários