Pinto da Costa destacou fidelidade e dedicação dos sócios que receberam Roseta de Diamante – 75 anos de sócio

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Os sócios número 15 a 19 do FC Porto foram esta quinta-feira, antes do início do jogo com o Rio Ave, distinguidos com a roseta de diamante, representativa de 75 anos de ligação ao clube. Os seus nomes são David Santos, 90 anos, Manuel Paiva, 92, Jacinto Limbado, 89, Fernando Carvalho, 98 (representado pelo neto, Norberto Carvalho), e Armando Marinho, 87. Uma memória quase unânime foi a referência a Pinga como um dos melhores jogadores de sempre: “tinha remate, drible e manhosice”, descreveu Jacinto Limbado; “só não o vi jogar a guarda-redes”, garante David Santos.

Mas esta é apenas uma das muitas memórias referidas por estes sócios, algumas delas partilhadas com Jorge Nuno Pinto da Costa, que impôs as rosetas. “Um sócio com 75 anos representa uma fidelidade ao clube desde os tempos em que não se ganhava nada ou quase nada e que se mantiveram firmes ao lado do FC Porto. Foi com esta dedicação e vivência que tiveram que o clube foi crescendo, com o vosso exemplo e a vossa presença. Coloquem na vossa agenda, porque daqui a 25 anos estarei cá para vos colocar a roseta dos 100”, afirmou.

O presidente falou de “um exemplo para os jovens” e lembrava-se em particular de Manuel Paiva, que apelidou de “terror das assembleias”. “Naquele tempo as assembleias eram vivas. Havia habitués e eu era um deles. Era um bocado contestatário, porque vivia o clube por dentro”, recordou o associado, que, quando era jovem, fugia para a Constituição para jogar futebol num grupo que integrava José Maria Pedroto.

O portismo ramificou-se nestas cinco famílias e uma das melhores histórias é a de Jacinto Limbado: colocou o filho Paulo como sócio logo aos três anos – celebrará 50 de associado em 2018 – e depois as duas netas. “A minha neta Joana convenceu o namorado a tornar-se sócio, ele que é de Guimarães, e vão ter os dois Lugar anual, mas ele nem é adepto do FC Porto. Teve que se sujeitar, caso contrário não tinha mulher”, brincou.

David Santos também confessou que, quando o atual genro lhe veio pedir para namorar com a filha, a primeira pergunta foi sobre a sua cor clubística. Claro que a história não acabaria em casamento se a resposta não fosse azul e branco. E a religião é mesmo para aqui chamada: “Na Constituição, quando ia ver os jogos, só havia uma bancada. Nós chamávamos àquilo altar-mor, porque parecia mesmo um altar. Tenho ideia que tinha capacidade para centenas ou mesmo milhares de adeptos”, recorda.

Nisto dos laços familiares, Armando Marinho até vai mais longe: “A minha família e as raparigas que namorei tinham todos de entrar para sócias do FC Porto”. Natural de Aveiro, esteve presente no célebre FC Porto-Arsenal de 1948, que depois resultaria no gigantesco troféu em exposição no Museu. “Fizemos uma maquete para a taça, oferecemos dinheiro e o meu pai também. O Arsenal era imbatível naquela altura, mas ganhámos”.

Ouviram-se memórias da Constituição mas igualmente das Antas. Fernando Carvalho esteve representado pelo neto, mas gravou um discurso em que recorda o lançamento da primeira pedra do estádio que foi demolido em 2004: “Foi uma alegria sem fim para nós e toda a gente que estava presente”. O clube passava a ter casa própria, mas sempre foi e será a casa destes associados.

*in FCPorto

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