Peseiro não quer que falte “responsabilidade, o compromisso, o empenho”

O FC Porto chega à segunda mão da meia-final da Taça de Portugal com uma confortável vantagem de 3-0, mas José Peseiro relembrou, em conferência de imprensa, que a equipa continua a ter a “responsabilidade” de “jogar bem” e de obter mais uma vitória. O treinador adiantou que Helton será, como habitual nesta competição, o dono da baliza, mas negou a possibilidade de escolher um onze de “segundas linhas” para a partida desta quarta-feira (21h00), no Estádio do Dragão. Isto porque esse termo não se aplica: o plantel não é assim tão extenso “em quantidade” e vão necessariamente alinhar jogadores que estiveram em ação “na última semana e meia”.

“Tal como disse na conferência de imprensa antes do primeiro jogo, o FC Porto não está na final desde 2011 e quer estar. Tem uma vantagem de 3-0, mas tem responsabilidade de jogar o melhor possível e de fazer o melhor resultado possível. O resultado da primeira mão dá tranquilidade, mas não deve dar outra coisa. Não pode faltar a responsabilidade, o compromisso, o empenho, a determinação e a vontade de cada um fazer o melhor”, afirmou, na sala de imprensa do Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, no Olival. Peseiro falou em “certificar” a presença no Jamor, até porque no futebol “não há impossíveis”: “O que comentámos na preleção, no vídeo e na preparação do próprio treino foi que amanhã é um jogo importante para a nossa caminhada e objetivos. Estamos a meio caminho, bem posicionados, mas não chega”.

José Peseiro revelou que o onze “já está escolhido” e que irá incluir os jogadores que melhor interpretem a estratégia delineada – mas “não há um baixar da guarda”, frisou. “A confiança que tenho em todos os atletas é total, por isso é que frente a equipas como o Borussia Dortmund, Moreirense e Belenenses rodámos jogadores. Qualquer que seja a equipa acredito que tem potencial e responsabilidade. Se não, esses jogadores não estariam no FC Porto”, assegurou.

Paralelamente, desconstruiu a ideia de que alguns elementos sejam poupados por terem dores: “A maior parte dos profissionais joga com dores e faz tratamento sistemático. É algo normal no jogo futebol profissional. Não têm o bem-estar que nós temos e, para além disso, no FC Porto têm de ganhar sempre. Para se suportar isso tem de se ser muito forte e nós também temos um departamento médico muito bom para essas recuperações”. Questionado ainda sobre o facto de passar a ter mais tempo para treinar, visto que este deverá ser o último jogo do FC Porto em 2015/16 a meio da semana, Peseiro respondeu que “preferia” ter mais jogos, porque seria sinal de que os azuis e brancos continuariam nas provas europeias.

*in FCPorto

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