Pecados antigos no empate com o Feirense

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O último jogo de 2016 do nosso Futebol Clube do Porto, foi um regresso ao passado recente. Uma equipa com fraca pontaria, um treinador lento e pouco acertado nas mudanças, e um apitador sempre disposto a prejudicar o azul e branco.

Neste segundo jogo para a Taça da Liga, a equipa até entrou bem em campo, e produziu uma primeira parte bem simpática. Ao intervalo o único senão, no que diz respeito à equipa, era o nulo, pois os 11 jogadores tinham produzido mais que o suficiente para marcar.

Mas fossem as defesas de qualidade do redes adversário, a barra, a fraca pontaria dos dragões, ou o Pinheiro cego, o marcador não se mexeu na primeira parte.

O intervalo chegou com um amarelo a Rúben Neves, já depois do apito, e de uma enorme assobiadela ao Pinheiro encomendado. Um Pinheiro que em Setúbal, para a Liga, transformou uma canelada em Otávio dentro da área (ouvida na transmissão televisiva), num amarelo por simulação.

Pinheiro que em 3 lances de dúvida dentro da área do Feirense foi sempre coerente. Nada marcou. Nada marcou quando Depoitre foi empurrado pelas costas, e sim, ele foi empurrado pelas costas mesmo que digam que é grande. Nada marcou quando um remate de Herrera foi interceptado por um defesa que no chão, tinha o braço à frente do corpo. E nada marcou quando dois jogadores atropelaram o mesmo Herrera, quando o mexicano tentava chegar de cabeça a uma bola.

E já para não falar das inúmeras faltas não marcadas a nosso favor, e segundos depois apitando faltas para os forasteiros.

Como podem ver muito que falar, até ao intervalo.

Na segunda parte o Porto conseguiu logo a abrir o que não tinha conseguido na primeira parte, marcar. Um belo cruzamento de Herrera e um excelente e bem colocado cabeceamento de Marcano. Estava feito o mais complicado e a 6ª vitória consecutiva parecia estar bem mais perto.

Mas depois veio um costume antigo da equipa deste ano. A ganhar por 1-0, deixaram de pressionar, deixaram o adversário, que até então só se preocupou em defender e fazer anti-jogo, subir e meter algumas bolas perto da área.

Nuno perante este cenário nada fez, e só reagiu depois do golo do Feirense, num cruzamento onde Boly (o ex-suplente do Braga pelo qual pagamos €6 milhões) não saltou, ficando a olhar para os colegas. E quando reagiu, o nosso treinador não teve as melhores opções. João Carlos Teixeira mostrava que tem futebol para muitas mais oportunidades, e acabou no banco, enquanto que Corona que passou o jogo quase todo ausente, continuou no relvado a nada fazer.

Esta Taça Lucílio Baptista parece não querer mesmo nada connosco, mas verdade seja dita, nós também parece que nada queremos com ela…

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