O Silêncio dos Inocentes e a parada de Helton

Ultrapassada mais uma etapa na Taça de Portugal é preciso pugnar pela equidade no que às arbitragens diz respeito.

O que sucedeu no Bessa é a expressão da mais vergonhosa dualidade de critérios e da influência que um árbitro pode ter na decisão de uma eliminatória.

Como ontem dizia uma grande portista:”Basta!”. Basta do silêncio. Do nosso silêncio que anui com tamanhas injustiças. O facto do Boavista ter saído do terreno de jogo com apenas um amarelo na folha de registo é sintomático da vergonhosa actuação do árbitro algarvio.

É disto que tenho vindo a falar desde o Dínamo de Kiev-Porto em que os Dragões vêem dois pontos serem subtraídos de uma forma clara e inequivocamente irregular. Dois pontos esses que podiam neste momento estarem a fazer toda a diferença. Já para não falar da não expulsão de Neuer que foi um escândalo no ano passado, quero por exemplo relembrar como a maioria dos media procuraram abafar a arbitragem do Sporting-Porto, no qual ficaram por assinalar dois penalties claros; no Porto-Rio Ave e no último Boavista-FCP.

Tudo isto acontece quando ao mesmo tempo vemos um Benfica ser levado ao colo em Guimarães em dia de clássico em Alvalade.

Tudo isto acontece na forma vergonhosa como o Sporting foi empurrado para a vitória após inacreditáveis falhas disciplinares do árbitro por entradas violentas de Slimani, João Pereira e João Mário que puseram em causa a integridade física dos jogadores do Braga, mormente Rafa, que foi alvo de marcação serrada e violenta.

As coisas passam pelos pingos da chuva. Parecem ser ignoradas com a concordância dos nossos comentadores que parecem concordar com uma espécie de pacto de silêncio.

Está na altura de exaltar o que é factual, porque a razão está do nosso lado. Estou impedido há cerca de dois anos de fazer comentários na página do Tempo Extra. Vale o que vale, mas esta censura generaliza-se perigosamente à guisa de outros tempos.

Ofereço-me graciosamente para ir a esses programas para defender a nossa causa, porque nem sempre o Helton vai poder parar as grandes penalidades da injustiça e da parcialidade.

Força, Porto!!!!!!

Hélder Rodrigues

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