Lei 18 ou o estranho silêncio!

Prezados leitores,

Gostava de não me tornar repetitivo, mas considerando a chocante passividade dos responsáveis do clube e dos seus comentadores na TV, permitam-me reiterar o seguinte.

O Futebol Clube do Porto tem jogado pouco. É um facto. Mas imputar semana após semana a responsabilidade ao Lopetegui já começa a ser demais.

Aliás, Lopetegui bateu-se sempre contra as arbitragens. Muitas das vezes esteve sozinho nessa luta. Mas viramos agora todos puritanos? Já com o jogo da recepção ao Rio Ave ficaram dois penalties por assinalar e dois pontos por aquistar. Mas andava tudo entusiasmado a bater no basco.

Após o desaire de Guimarães, as culpas ainda foram atribuídas ao Lopetegui. Se calhar já chega, senhor Manuel Gant!

Ontem, gritei muito no Dragão! Estava aborrecido com a lassidão do meio campo, mas acima de tudo zangado com uma arbitragem vergonhosa em que mais uma vez imperou a lei 18 do futebol, vulgo a proibição de se assinalar grandes penalidades favoráveis ao Porto. O resultado foi magro, a exibição menos boa, mas o que é facto é que, tal como outros jogos, corremos um sério risco de perder pontos perante a incompetência tendenciosa de um árbitro que foi dual nos critérios e lamentavelmente o silêncio incomoda-me.

Tenho saudades daqueles tempos em que rodeávamos o senhor árbitro e não nos calávamos perante a injustiça.

Onde está esse Porto? O inconformismo portista fazia parte do nosso ADN? Onde anda essa gente? Já perdemos muitos pontos este ano assim. Já perdemos um campeonato assim no ano passado. Até quando, amigos?


 

Uma palavra de profundo apreço pela solidariedade manifestada pelos Super Dragões, pugnando por uma causa nobilíssima que é a de apoiar um jovem que luta contra uma terrível doença. Trata-se de um gesto superior perpetrado por uma claque que sabe da importância da sua capacidade comunicativa! Parabéns!

Força, Porto!

Hélder Rodrigues

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