Embaixadora cubana visitou o Dragão: ““É com muito orgulho que vejo jogadores cubanos vestirem esta camisola”

Depois de um imprevisto ter adiado a visita inicialmente marcada para o final do mês de abril, a embaixadora de Cuba em Portugal visitou esta quarta-feira as instalações do FC Porto. Johana Tablada aproveitoU a ocasião para almoçar com os cubanos que atualmente integram a equipa principal de andebol dos Dragões – Alfredo Quintana, Daymaro Salina, Yoel Morales e Alexis Borges -, e expressar a satisfação por vê-los vestir a camisola de um clube como o FC Porto. “É com muito orgulho que vejo jogadores cubanos vestirem esta camisola. Estou muito feliz por ter a possibilidade de hoje os visitar nas instalações deste clube com tanto prestígio, não só em Portugal, mas também na Europa e também em Cuba. É um dia de alegria por me encontrar com os meus compatriotas, que estão, e bem, a representar não só o seu clube, mas também a sua bandeira”, afirmou em declarações ao Porto Canal e www.fcporto.pt.

Na primeira parte de uma visita que contemplou, além do Estádio do Dragão, o Museu do FC Porto, a embaixadora disse estar francamente surpreendida com a qualidade, beleza, arquitetura e bom ambiente das instalações do clube, com o qual gostaria de continuar a contar para abrir as portas da Europa aos desportistas cubanos. “Lá em Cuba todos sabem que há uma participação importante do andebol cubano no FC Porto e que isso abre também uma janela para toda a Europa. Para mim, como embaixadora, é um grande motivo de felicidade perceber que eles chegam à Europa através de Portugal. A minha esperança é multiplicar as pontes entre os dois países e aproveitar o carinho e a simpatia mútua. Depois, o desporto, que é também um estado de alma que partilhamos, tal como o nosso património e a nossa economia”, disse.

No clube desde 2011, o guarda-redes Quintana, que foi o primeiro cubano a jogar no campeonato português de andebol, classificou como “muito boa” a ideia de ver a embaixadora visitar o clube, pois ajuda a criar um ambiente mais familiar. “Foi uma ideia muito boa. Sempre que era preciso tratar de algum assunto com o consolado eramos nós que tínhamos de ir lá e, da última vez, surgiu a ideia de ser ela a vir cá. Assim, estamos todos unidos e criamos um ambiente mais familiar. Esta é também uma forma de ela ficar a conhecer a nossa casa, o nosso clube, a nossa equipa e o que nós representamos aqui em Portugal” garantiu o jogador que gostaria, se possível, de ver mais compatriotas a jogar no país: “Era uma forma de eles [jogadores] evoluírem, de evoluir o andebol cubano e o andebol em Portugal. Que venham mais, para mim era muito bom”, concluiu.

*in FCPorto

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