(DIS)respectful

Há dias revisitei o Museu do FCP com a minha família e é indubitavelmente um orgulho ver a glória plasmada no mesmo. Importa saber independentemente disso que, no FCP que eu conheço ou conhecia, mesmo as nossas derrotas eram vendidas de uma forma bastante cara. Ganhar nas Antas e já no Dragão era um feito muito difícil, fosse quem fosse. Em nossa casa mandávamos nós.

A abnegação era um dado adquirido e, aquando de um contratempo, a reacção era imediata.

Porém, ontem não vi isso. Ao ver com um colega de bancada o onze inicial, questionei-me sobre o que se estava a passar. O meu FCP baixar os braços. Poupar-se para jogar no Restelo? Menorizarmo-nos perante uma desvantagem de 2 golos?

Apesar do offside, e já assim fomos arredados da Champions em Kiev no último minuto no qual nos foram furtados dois pontos, continuei a ver o Brahimi, o Corona e o Herrera sentados no banco. Ninguém foi aquecer! Não queria acreditar no que via.

O espectáculo das claques foi muito bonito, mas não houve respeito pelos adeptos portistas. Eu senti-me desrespeitado. Nunca tinha assistido a tão grande lassidão.

Acharam por bem mudar. Mas quando se muda, tem que ser para melhor. Eu não vejo nada disso. Aliás, agora tudo é tolerável com o português.

Espero que o que aconteceu neste jogo espolete uma verdadeira reflexão para que o peseiro da consciência não se torne incontrolável.

Haja mais respeito, por favor! Vi ontem evoluir no relvado jogadores que nem na equipa B merecem calçar. Atente-se a isso! Onde está o grande plantel que tinham dado? Jogar e treinar o FC Porto tem muito que se lhe diga….

Força, Porto!

Hélder Rodrigues

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