Crença da equipa e adeptos, recompensada nos minutos finais

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Sérgio Conceição tinha razão: o jogo frente ao Portimonense, na ressaca de uma semana de seleções, era perigoso. A responsabilidade nesta eliminatória da Taça de Portugal estava toda do lado dos Dragões, que não fizeram, é verdade, um jogo brilhante. Mas há algum portista que não tenha saído do estádio encantado com a crença de uma equipa que, sob grande pressão, nunca baixou os braços e marcou dois golos nos descontos – por Aboubakar e Brahimi –, que permitem a passagem aos oitavos de final da Taça de Portugal (3-2).

O FC Porto – que entrou com Casillas, Danilo, Corona e Óliver no onze – praticamente começou a vencer: logo aos quatro minutos, Danilo encostou para o golo, após um canto muito bem marcado, cheio de efeito, de Alex Telles. Mas o Portimonense, que ainda há pouco menos de dois meses tinha saído do Dragão vergado a uma derrota por 5-2, não se intimidou e manteve o jogo positivo que tem caraterizado a sua prestação esta época, ainda que sem incomodar particularmente o guarda-redes espanhol.

Os algarvios – que só tinham perdido um dos cinco jogos anteriores – mostravam muito mais qualidade do meio-campo para a frente do que na defesa, também muito por força das dificuldades causadas pela velocidade e aproveitamento dos espaços pelos azuis e brancos. Alex Telles exibia-se a grande nível e esteve envolvido em três oportunidades claras do FC Porto entre os 16 e os 18 minutos, duas delas também em lances de bola parada.

A oportunidade mais flagrante para o 2-0 seria porém protagonizada por Corona, que foi lançado por André André mas rematou contra Felipe Macedo quando tinha a baliza à mercê. O Portimonense, como dizíamos, disputava o jogo taco a taco e, numa das ocasiões em que se aproximou da baliza azul e branca, chegou ao empate por intermédio de Wellington, que aproveitou o ressalto de um remate de Nakajima..

Na segunda parte, manteve-se a toada: FC Porto com mais bola, mas os forasteiros também a conseguiam trocar no meio-campo contrário e estavam mais seguros a defender. Sérgio Conceição mexeu na equipa aos 53 minutos e fez entrar Brahimi para o lugar de Hernâni; porém, neste momento, a equipa de Vítor Oliveira já tinha recuado e jogava de forma mais calculista. Face a uma equipa azul e branca com menos intensidade do que o habitual, a estratégia foi premiada com um momento de inspiração de Pedro Sá, que fez o 2-1 aos 69, com um tiro indefensável, no primeiro remate enquadrado do segundo tempo.

Sérgio Conceição reagiu de imediato com a entrada do avançado André Pereira, do FC Porto B, por troca com o médio André André, e depois lançou Layún. Não havia mais cartas para lançar e tinham de ser aqueles onze a dar a volta a um adversário que procurava a todo o custo resistir. A expulsão de Felipe Macedo, aos 78 minutos, permitiu um último fôlego que só foi concretizado já depois dos 90 minutos regulamentares, por Aboubakar, isolado por Alex, já o treinador portista tinha sido expulso do banco.

A pressão não diminuiu, porque os Dragões queriam resolver a eliminatória sem prolongamento. E foi já seis minutos depois dos 90 que Brahimi fez o 3-2, com uma colaboração preciosa do estreante André Pereira. Foi a loucura no estádio que tinha feito 14 anos na véspera e a cabeça ficou limpa para a Liga dos Campeões: segue-se o decisivo encontro no estádio do Besiktas (terça-feira, 17h00 de Portugal Continental).

*in FCPorto

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